7 fatos sobre o aeróbico em jejum

Muito provavelmente você já ouviu falar sobre o exercício aeróbico em jejum – AEJ, mas você tem uma opinião formada sobre ele? Por que? Pois é, este é um dos assuntos mais polêmicos do mundo fitness, que divide opiniões há muitos anos.

Afinal, ele promove realmente um emagrecimento mais rápido? Em caso positivo, como ele funciona? Será que faz mesmo mal à saúde? Para quem ele é indicado? São tantas as perguntas quanto a distância em relação a algum consenso.

Por isso, hoje decidimos simplesmente mostrar fatos e opiniões sobre o aeróbico em jejum e deixar você chegar às suas próprias conclusões. Saiba mais sobre esse exercício e depois conte para a gente o que você acha.

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1. O que é o exercício aeróbico em jejum e como funciona?

O exercício aeróbico em jejum é feito logo ao acordar e antes de ingerir qualquer alimento, devendo durar entre 30 e 60 minutos. Quando você come alguma coisa e depois treina, você queima glicose, mas se estiver em jejum queimará gordura – o que proporcionaria um emagrecimento mais rápido.

Isso acontece porque logo ao amanhecer, os níveis de insulina estão bem baixos, deixando as gorduras “desprotegidas”: sem glicogênio, o organismo tende a buscar outras fontes de energia, recrutando outros compostos, entre eles a gordura acumulada nos adipócitos.

2. Porque o exercício aeróbico em jejum é polêmico?

Ao alternar para outras vias energéticas o metabolismo não recruta apenas as células de gordura, mas também outras substâncias, como os substratos proteicos, em especial os aminoácidos gliconeogênicos.

Neste caso, deve ser levado em consideração a individualidade fisiobiológica: quem tem muita facilidade em ter hipoglicemia, quem é ectomorfo (naturalmente muito magro, com estrutura óssea estreita e dificuldade em ganhar peso ou musculatura) e quem é portador de algum tipo de doença não deve praticar o exercício aeróbico em jejum.

3. Emagrecimento: queimando as gordurinhas teimosas 

Elas são o terror de quem malha, porque são sempre as mais difíceis de serem tiradas: as gorduras localizadas nos quadris e nas coxas femininas e no abdome masculino. Neste caso o que acontece é que o organismo usa os hormônios catecolaminas para promover o emagrecimento através da quebra das células de gordura (adipócitos), mas para isso eles precisam se ligar aos receptores das células.

Só que há dois tipos de receptores, um que aumenta a mobilização do adipócito e outro que diminui. Onde a gordurinha teimosa fica, há mais dos receptores do segundo tipo, dificultando o emagrecimento.

A questão se agrava porque nessas regiões a circulação sanguínea é mais lenta, fazendo com que chegue menos catecolaminas. O exercício aeróbico em jejum, por outro lado, faz aumentar a circulação nessas regiões levando mais hormônios para quebrar as células de gordura.

4. Níveis altos de cortisol queimam a massa magra 

Parte da polêmica ocorre também porque em jejum o organismo queimaria a própria musculatura, mais disponível do que a gordura. Além disso, quando você está em jejum os níveis de cortisol estão altos, e sem se alimentar eles ficarão altos durante todo o dia.

Só que o cortisol faz com que você queime a massa magra (musculatura) e se ficar alto todo o dia, você queimará a musculatura durante todo o dia também.

5. Se o seu nível de glicose estiver baixo você pode ficar sem energia 

Outro ponto polêmico é que se os níveis de glicose estiverem muito baixos e a queima de gordura não for rápida o suficiente para gerar a energia necessária, pode ser mais difícil completar o treino, você sentirá mais fome e ficará mais sonolento durante todo o dia.

Lembre-se que os principais sintomas da falta de açúcar no sangue são suor frio, tremores e tontura.

6. Como não queimar a massa magra e sim as gorduras 

Neste caso é preciso fazer exercícios aeróbicos de baixa intensidade, como uma caminhada em ritmo moderado, por exemplo, atacando as reservas de gordura sem que o corpo perceba que você está usando energia. No entanto, no momento em que você aumentar a intensidade dos exercícios a queima de gordura é interrompida e o corpo começa a usar a musculatura para gerar energia.

Como as pessoas respondem de forma diferente aos estímulos, o ideal é, ao acordar, fazer uma hidratação com 500 ml de água e fazer a caminhada antes de comer qualquer coisa – começando com 10 minutos e aumentando gradativamente até chegar a 45 minutos em até 5 dias na semana.

7. Suplementação ajuda a proteger a massa muscular 

Uma boa forma de manter o nível de gasto de energia baixo de forma a queimar apenas as gorduras e ter resistência para chegar ao final do treino é através dos suplementos, principalmente os com cafeína/termogênicos. Eles podem ser ingeridos sem atrapalhar o jejum, porque não se enquadra na categoria de alimentos, mas potencializam os resultados do método.

Por outro lado, os suplementos à base de aminoácidos tomados após o exercício pode minimizar alguma perda de massa muscular, já o de proteína em pó antes do treino previne contra essa perda e ainda evita que você sinta mal após o exercício aeróbico em jejum. A suplementação correta pode proteger seus músculos e potencializa os resultados do treino em jejum.

E então, o que você acha dos exercícios aeróbicos em jejum? Conte para a gente o que você achou! E não esqueça de usar somente suplementos de qualidade comprovada. Na Nutri Fast você encontra uma variedade imensa, com tudo o que você precisa para proteger sua musculatura.

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