O crescimento muscular acima do normal

Você ja ouviu falar da Miostatina?  É uma proteína produzida em seres humanos que inibe potentemente o crescimento muscular. Com a descoberta de uma intervenção natural na inibição da miostatina, acreditasse que  é possível chegar a resultados maiores que o normal no ganho de massa muscular. Saiba mais:

A miostatina tem sido vista com um regulador de crescimento inicial e também no desenvolvimento no período de vida embriogênica e fetal, porém no indivíduo adulto sua expressão é muito menor (MCPHERRON, 1997). Durante a embriogênese, a miostatina é expressa pelas células no miótomo (segmento de um somito no embrião de vertebrados que diferencia em músculo esquelético) e no músculo esquelético em desenvolvimento. Ela é secretada pelas células musculares agindo sobre a mesma como um inibidor de seu crescimento, constituindo um fator limitante em desenvolvimento muscular normal (GONZALEZ, 1998).

A hipertrofia do músculo esquelético é resultado do crescimento individual da área transversal das fibras musculares, o que resulta em um aumento de sua área de secção transversa, que, por sua vez, é reflexo do acréscimo no número e tamanho das miofibrilas e a adaptação de sarcômeros no interior da fibra muscular (MELONI, 2005). Dentre os mecanismos responsáveis pelo controle do aumento do tamanho da fibra muscular, há de se considerar a miostatina, um potente regulador de crescimento e diferenciação mioblástica (YAMADA et al, 2012).

A miostatina, ou o crescimento e diferenciação fator 8 (GDF-8), é um integrante do fator de crescimento transformante (TGF- β ) que atua em níveis fisiológicos no potencial  de limitar do crescimento do volume muscular, pela inativação dos mioblastos e das  células satélites em humanos e animais (LEE, 2010).

A partir do momento que o músculo sofre uma micro lesão essas células satélites migram para substituir as células lesionadas. Sem a miostatina, não existe essa limitação sobre as células satélites, o que causa uma proliferação exacerbada das células musculares (MCAEDLE; KATCH, 2008).

Em pesquisa realizada, foi verificado que duas raças de gado (Brlgian Blue e Piemonte) possuem uma mutação no gene da miostatina, de modo que se formava uma proteína não funcional, o que demonstrou que a miostatina inibia o crescimento da musculatura esquelética, sendo que a principal características destes animais detentores desta mutação era o crescimento exacerbado dos músculos, fenômeno chamado “double muscling” (MCPHERRON; LEE, 1997).

A partir de descobertas relevantes sobre a ação da miostatina, o mercado esportivo optou por investir e produzir um suplemento capaz de inibir o seu potencial de ação. O suplemento alimentar MYO –X possui um ingrediente chave, um composto chamado Fortetropin. Identificado por Carlon Colker, MD. Ele identificou e isolou um composto bioativo natural a partir de gemas de ovos fertilizados, que cuidadosamente preserva e aumenta a concentração de 80 proteínas, 700 peptídeos e numerosos fatores de crescimento biologicamente ativos, sendo únicos para este produto (COLKER, 2009).

ESTUDO COM PATOLOGIAS

Um estudo feito em Estocolmo, na Suécia, mediu a quantidade de miostatina em um grupo de homens saudáveis e dois de HIV (Vírus da imunodeficiência humana) positivos (um com perda de peso menor que 10% e o outro com redução ponderal maior que 10% nos últimos 6 meses). De acordo com os resultados há uma correlação negativa entre a miostatina e quantidade de massa magra, tanto em indivíduos saudáveis quanto HIV positivos, dando suporte à teoria de que a miostatina seja inibidora do desenvolvimento muscular (GONZALEZ-CADAVID et al, 1998). Outros estudos também verificaram maiores atividades da miostatina em estados catabólicos induzidos por períodos prolongados de imobilização, como estados de leito (ZACHWIEJA et al, 1999; REARDON et al, 2001). Mais recentemente também foi verificada uma maior atividade de miostatina em idosos, atribuindo um possível papel deste gene na sarcopenia (perda de massa muscular) (MARCELL et al, 2001; SCHULTE et al, 2001).

Os maiores níveis de miostatina em portadores do vírus HIV (GONZALEZ-CADAVID et al, 1998), atrofias crônicas (ZACHWIEJA et al, 1999; REARDON et al, 2001) e idades avançadas (MARCELL et al, 2001; SCHULTE et al, 2001) fazem surgir especulações acerca das aplicações terapêuticas que a inibição da atuação da miostatina podem ter em estados catabólicos induzidos por diversas patologias.

ESTUDO GENÉTICO

Em 1997, Mc Pherron et al, fizeram um experimento interessante e obtiveram uma descoberta surpreendente. Através de manipulação genética os pesquisadores produziram ratos com deficiência no gene GDF-8 (miostatina) e verificaram que os animais “deficientes” eram muito maiores que os normais, com seus músculos chegando a ser de 2 a 3 vezes mais volumosos, sem que houvesse um aumento correspondente na gordura.

RELATO DE CASO

Em um relato de caso, uma mulher saudável, que era um ex-atleta profissional deu à luz um filho depois de uma gravidez normal. A identidade do pai da criança não foi revelado. Peso de nascimento da criança estava no percentil 75. Mioclonia induzida por estímulo desenvolvido várias horas após o parto, eo bebê foi internado na enfermaria neonatal para avaliação. Ele apareceu extraordinariamente muscular, com músculos salientes em sua coxas (figura1A) e nos braços. Com exceção do aumento dos reflexos do tendão, o exame físico era normal.Hipoglicemia e aumento dos níveis de testosterona e factor de crescimento semelhante à insulina I foram excluídos. A hipertrofia muscular foi verificada por ultra-sonografia, quando o bebê tinha seis dias de idade (Figura 1B e 1C Figura (SCHUELKE et al, 2004).

A mioclonia induzida por estímulo diminuiu gradativamente após dois meses. Motora e mental para o desenvolvimento da criança tem sido normal. Aos 4,5 anos de idade, ele continua a ter um aumento em massa muscular e força, e ele é capaz de segurar dois halteres de 3 kg em suspensão horizontal com os braços estendidos (SCHUELKE E COLABORADORES,2004).

Vários membros da família ( Figura 1D ) têm sido relatados para ser invulgarmente forte. Membro da família II-3 era um trabalhador da construção civil que foi capaz de descarregar lancis com a mão. O jogador de 24 anos, mãe da criança (III-5) apareceu muscular, embora não ao ponto observado em seu filho; ela não relatou qualquer problema de saúde (SCHUELKE at el, 2004).

ESTUDO COM TREINAMENTO DE FORÇA

Em 2000, Ivey et al publicaram um estudo, no qual procurou-se verificar os efeitos da miostatina nos resultados obtidos com o treinamento de força. O estudo envolveu um treinamento de musculação de 9 semanas, com uma metodologia similar ao drop-set, tendo 4 grupos: homens jovens, homens idosos, mulheres jovens e mulheres idosas. De acordo com os resultados os diferentes fenótipos de miostatina não influenciaram na resposta hipertrófica ao treinamento de força quando os resultados de todos os 4 grupos eram Analisados em conjunto, porém houve uma tendência para maiores ganhos de massa muscular em mulheres com um determinado genótipo. Estas conclusões podem gerar dúvidas quanto à influencia da miostatina na resposta normal ao treinamento de força.

ESTUDO COM ANIMAIS

Em animais de maior porte, como os bois, a inibição da miostatina não é tão significativa quanto em ratos. Existem algumas raças que possuem naturalmente mais massa muscular, como a Belgian Blue, a qual possui uma mutação genética que a leva a ter de 20 a 25% mais massa muscular e uma menor quantidade de gordura intramuscular e tecidos conectivos (MCPHERRON; LEE, 1997). Estes dados em animais podem levar a interessantes trabalhos no campo da engenharia genética, no sentido de produzir animais maiores e com carne de melhor qualidade em uma grande variedade de espécies, tendo em vista que a miostatina conserva suas propriedades em diversos componentes do reino animal (SCHUELKE E COLABORADORES, 2004).


(Belgian Blue)

ESTUDO COM O SUPLEMENTO ALIMENTAR MYO-X

Um estudo clínico recente na Universidade de Tampa demonstrou que a resistência de atletas treinados duas vezes por semana, durante 12 semanas, tendo apenas uma porção de MYO –X, obtiveram um ganho de 8 quilos de massa magra , o resultado foi de quatro vezes maior em relação ao controle (LOWERY , 2014).

APRESENTAÇÃO DO PRODUTO

Marca: MHP (Máxima Performance Humana).

Apresentação: 300g (30 doses)

Ingredientes: Gema de Ovo em pó, frutose, dextrose, aroma artificial de
baunilha, aromas naturais de baunilha, coco e creme. Não contem glúten.

OBS: Liberado pela ANVISA

 

Referências

COLKER, C. Effect on Serum Myostatin Levels of High-Grade Handled Fertile Egg Yolk Powder.  Journal of the American College of Nutrition. v. 28, n. 3, out.  2009.

LEE, S.J. Extracellular regulation of myostatin: a molecular rheostat for muscle mass. Immunol. Endocr. Metab. Agents Med. Chem. v.10, p.183-194, 2010.

MCARDLE, D.M.; KATCH, F.I. e KATCH, V.I. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

MC PHERRON, A.C. ; LEE, S.J. Double muscling in cattle due to mutations in the myostatin gene. Proc Natl Acad Sci. v. 94, n.23, p.12457-61, Nov. 1997

GONZALEZ-CADAVID NF, TAYLOR WE, YARASHESKI K, SINHA-HIKIM I, MA K, EZZAT S, SHEN R, LALANI R, ASA S, MAMITA M, NAIR G, ARVER S, BHASIN S. Organization of the human myostatin gene and expression in healthy men and HIV-infected men with muscle wasting. Proc Natl Acad Sci. v.95, n.25, p.14938-43, USA Dec. 1998
IVEY FM, ROTH SM, FERRELL RE, TRACY BL, LEMMER JT, HURLBUT DE, MARTEL GF, SIEGEL EL, FOZARD JL, JEFFREY METTER E, FLEG JL, HURLEY BF. Effect of age, gender and myostatin genotype on the hypertrophic resposnse to heavy resistance training. J Gerontol A Biol Sci Med Sci. v.55 n.11 p. M641-8, Nov 2000.
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ZACHWIEJA JJ, SMITH SR, SINHA-HIKIM I, GONZALEZ-CADAVID N, BHASIN S. Plasma myostatin-immunoreactive protein is increased after prolonged bed rest with low-dose T3 administration. J Gravit Physiol. v.2, p.11-5, Oct. 1999.

Markus Schuelke, MD, Kathryn R. Wagner, MD, Ph.D., Leslie E. Stolz, Ph.D., Christoph Hübner, MD, Thomas Riebel, MD, Wolfgang Komen, MD, Thomas Braun, MD, Ph.D ., James F. Tobin, Ph.D., e Se-Jin Lee, MD, Ph.D.N Engl J Med. v. 350, p 2682-2688 Jun. 2004 

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LOWERY, R., et al., “The effects of a myostatin inhibitor on skeletal muscle hypertrophy in resistance trained males.” Submitted for publication. 2014. Lean body mass average increase = 3.75 lbs. Muscle thickness average increase = 4.4x. Your results may vary.

MCARDLE, W. D.; KATCH, V.L. Fisiologia do Exercício. 5ª edição, Rio de Janeiro, 2003.

 

Autora: Nutricionista Patrícia Caroline Sens – CRN10 5843

 

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