O que é um isotônico e como ele funciona em nosso organismo?

Os isotônicos – ou bebidas esportivas, como também são conhecidas – são hoje a bebida preferida de muitas pessoas quando a sede bate. Mas será que todo mundo pode tomar sem moderação?

Afinal porque eles são diferentes e qual o efeito que têm no organismo? Saiba tudo sobre os isotônicos e descubra  a melhor forma de aproveitar todas as suas propriedades!

Isotônicos repõem nutrientes de forma rápida

Os isotônicos têm a composição parecida com a dos fluidos corporais e, justamente por isso, são rapidamente transferidas para a corrente sanguínea. Como são ricas em sais minerais, a reposição desses nutrientes passa a ser praticamente imediata após o exercício, seja ele um treino pesado ou uma leve caminhada.

Esses isotônicos podem ser naturais, como a água de coco, ou industrializados, aquelas bebidas coloridas e com sabor bastante agradável e refrescante, que com certeza você não só já bebeu, como já os viu sendo distribuídos em copinhos após as corridas, por exemplo. A questão é que nem sempre essa reposição é necessária.

Para se ter uma ideia, após esse tipo de atividade, o organismo perde água –  mas a reposição de glicose e de sais minerais só é necessária para corridas acima de 10Km ou de 1 hora de duração. Nesse caso, já há necessidade de reposição de eletrólitos (como o potássio e o sódio), além da água e da glicose, para retardar a hipoglicemia, a fadiga e a hipotensão.

Consumo de isotônicos deve ser moderado

Muito se engana, no entanto, quem imagina que esse consumo pode ser feito sem restrição. Afinal, da mesma forma que a falta de nutrientes é prejudicial ao organismo, seu excesso também – e há casos em que os isotônicos são contraindicados.

Muita gente nem imagina, por exemplo, que os isotônicos são calóricos (120 kcal em 500 ml do produto) e podem favorecer o ganho de peso se forem consumidos em excesso. O importante é consumir a bebida de forma moderada e manter uma alimentação balanceada. Para isso, o melhor mesmo é ir ao nutricionista e pedir um plano alimentar individualizado.

Por outro lado, os isotônicos também não são recomendados para quem é hipertenso, porque eles contêm entre 50 mg e 150 mg de sódio por garrafa. Só para comparar, os refrigerantes têm em média 11 mg de sódio. Já as crianças, só devem consumir isotônicos se forem atletas de competição. A maioria dos especialistas recomenda o consumo de isotônicos também apenas para os adultos que forem atletas, profissionais ou amadores, mas não indica a bebida para quem  não treina.

O isotônico melhora o desempenho dos atletas, mas mesmo entre eles o consumo deve ser moderado. Isso porque, entre as principais substâncias que compõem os isotônicos estão a taurina, que reduz o cansaço muscular, e a cafeína, que deixa a pessoa mais alerta.

Quando em excesso, essa última pode causar insônia, dor de cabeça, arritmia cardíaca, transtorno de ansiedade, tremores, intoxicação e gastrite, sintomas que costumam aparecer apenas quando o consumo diário fica acima de 250 mg – o equivalente a cinco xícaras de café de 60 ml.

Por isso, sempre que for consumir isotônico, leve em consideração também os demais alimentos consumidos durante o dia e que podem conter a substância. Chá preto, chocolate, refrigerante com cola e o próprio café são alguns deles.

Veja a melhor forma de consumir isotônicos

De acordo com os especialistas, as propriedades dos isotônicos são melhor aproveitadas se consumidas de determinadas formas. Antes dos exercícios, por exemplo, o ideal é ingerir entre 200 ml e 400 ml de isotônico. No entanto, se você tiver feito uma refeição anterior com carboidratos, ele deve ser substituído por água ou suco de fruta, porque a bebida já tem esse nutriente.

Já durante o treino, o ideal é consumir entre 500 ml e 2l de água e isotônico, variando de acordo com a quantidade de suor perdido. Um litro de isotônico é suficiente se a quantidade de suor foi pequena, mas se suou muito, tome também 1 litro de água. Após os exercícios você deve ingerir 1,5 l de líquido para cada quilo perdido.

Fazer esse cálculo é fácil, basta se pesar antes e depois do treino: o resultado em gramas deve ser convertido para mililitros. Assim, se a perda foi de 350 gr, por exemplo, você deve repor 350 ml fracionados em metade de água e metade de isotônico – durante a atividade. Ao final, nas duas horas seguintes, essa reposição deve ser de 600 ml, 1,5 vez o peso perdido.

Assim você otimiza todos os benefícios de consumir isotônicos antes, durante e depois dos treinos!

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