Os perigos da rotina escassa de exercícios no Brasil

Quase metade da população brasileira não pratica exercícios de forma suficiente. Veja o que diz a pesquisa da OMS e o que é preciso fazer para reverter esse quadro

Sedentarismo. A falta de movimento em direção a uma vida mais saudável afeta hoje, segundo levantamento do Ministério da Saúde, 62% do brasileiros. Apenas 37,6% deles praticam alguma modalidade de exercícios físicos.

Mesmo assim, o problema é ainda maior quando visto de perto. Pesquisa da Organização Mundial Saúde (OMS) mostra que um em cada dois brasileiros não se exercita o suficiente.

E não se deixe enganar com a proliferação de musas fitness que pipocam nas redes sociais. As mulheres são a maioria ociosa, chegando a 53,3% delas, contra 40,4% dos homens.

Esses números mostram que nada menos que 47% da população brasileira é ociosa, o que aumenta sobremaneira o risco de incidência de diversas doenças. Entre elas, as mais comuns são a diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer e até demência.

Brasil fica no grupo de países que praticam poucos exercícios

Os resultados foram obtidos após a OMS revisar 358 pesquisas realizadas em 168 países entre 2001 e 2016. No total, os dados abrangeram 1,9 milhão de pessoas e colocaram o Brasil no grupo dos países que menos praticam exercícios, junto com os Estados Unidos (40%) e o Reino Unido (36%).

Se você está pensando agora qual o tal padrão de exercícios físicos insuficientes, saiba que a OMS estabelece uma recomendação base para uma vida saudável. Segundo o órgão, deve haver um mínimo de duas horas e meia de esforço moderado por semana ou 75 minutos de atividade intensa.

Para quem malha regularmente pode parecer pouco, mas a verdade é que a maioria da população mundial não chega sequer perto disso.

Sedentarismo aumenta no mundo

A pesquisa também mostrou que, ao contrário do que se imagina com a proliferação de academias, musas e receitas fitness, a ociosidade não está diminuindo no mundo inteiro. De acordo com a OMS, pelo menos um quarto dos adultos está longe da média padrão de exercícios recomendada pelo órgão.

Na América Latina e no Caribe, por exemplo, no período de 15 anos pesquisado houve uma piora significativa: a população ociosa aumentou de 33,4% para 39,1%. Os países ocidentais ricos, por outro lado, também registram os piores índices, de 30,9% para 36,8%.

Já as regiões mais bem colocadas, com resultado positivo, foram o leste e sudeste da Ásia, onde a proporção de pessoas ociosas teve queda: de 6% em 2001 para 17% em 2016. De acordo com os pesquisadores, isso deve à expansão do hábito de fazer exercícios entre os chineses.

Desenvolvimento deve aumentar ociosidade da população

Para os pesquisadores, essa diferença entre países ricos e pobres é um reflexo do desenvolvimento: quanto maior ele é, menos o trabalho exige esforço e mais o transporte é motorizado.

Com isso, como os exercícios físicos voluntários diminuem, relegados apenas às horas de lazer. No entanto, cada vez menos o sedentarismo é compensado com a prática de algum esporte.

Dessa forma, a tendência é que o nível de ociosidade piore em todo o mundo com o passar do tempo, porque conforme a população dos países pobres começarem a ter mais recursos, deixarão de exercer as atividades que exigem mais exercícios físicos.

Inatividade física da população preocupa pesquisadores

De acordo com a OMS, os resultados mostram que o mundo não está sabendo lidar com uma verdadeira epidemia de inatividade física.

Para os pesquisadores, isso é particularmente preocupante se pensarmos que, todos o anos há nada menos que 5,3 milhões de mortes causadas, justamente, pelas doenças causadas pela ociosidade e sedentarismo.

A OMS receia que o compromisso global de reduzir em 10% a ociosidade da população até 2025 não seja atingido a menos que haja a implementação de políticas públicas e normas culturais que incentivem a prática de exercícios físicos de forma regular, impulsionando a mudança de hábitos.

No Brasil, por exemplo, esse é ainda um grande desafio a ser vencido. Para os especialistas, é preciso haver a construção de locais públicos de incentivo à atividade física, como parques equipados, calçadões, ciclovias e academias populares, por exemplo.

Essas medidas atingiram os 95% da população que não têm acesso às academias particulares, principalmente em áreas sociais vulneráveis.

Outras, como o incentivo ao uso de meio de transportes alternativos, já estão dando resultados positivos em alguns países – como em Amsterdã, onde a norma cultural é andar de bicicleta.

Não esqueça que os exercícios devem ser sempre acompanhados de uma alimentação saudável e balanceada, com a suplementação adequada.

É muito importante que o organismo receba todos os nutrientes necessários para responder cada vez melhor às atividades físicas, prevenindo contra doenças e revertendo o quadro atual.

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